quarta-feira, 4 de setembro de 2013

PASSADO - NÃO FIQUE PRESO NELE

REESTRUTURE-O


       Reviver excessivamente o passado doloroso pode ser catastrófico. Ruminar acerca de um passado negativo, que infligiu dor física e/ou emocional, pode conduzir a pessoa a lamentações insalubres que nada contribuem para o seu bem-estar e felicidade.  Se você costuma refletir sobre o seu passado, e este faz disparar sentimentos de raiva, culpa, ressentimento, vergonha, tristeza, certamente esse processo é pouco produtivo, ou até tóxico. Eventualmente, você já se apercebeu que esse retorno ao passado é-lhe prejudicial, mas não consegue evitar. Num estado de ressentimento, aflito, ou por vezes obcecado pelos acontecimentos passados a tendência é para que possa sentir-se estagnado, preso ao passado sem conseguir avançar e progredir em direção a soluções adaptativas para a sua vida.


        Além disso, voltar ao passado para reviver e avivar memórias de velhas insatisfações e infortúnios que conduzem a preocupações e pensamentos irreconciliáveis acerca desses mesmos acontecimentos, pode resultar em autocrítica desmedida, lamentações, remorsos e até angústias e amarguras. Usar a sua energia mental para tal finalidade insalubre, pode catapultá-lo para um mar de crenças incapacitatoras expressas em palavras como: deveria, poderia, teria. Neste cenário você pode acabar consumido pelo pesar do passado, constituindo-se como a mais inútil das emoções. Tal como o próprio nome indica: pesar do passado, é como transportar uma âncora amarrada às ações, pensamentos e sentimentos que o impedem de movimentar-se livremente em direção a uma vida próspera.


ENERGIZAR-SE COM A ACEITAÇÃO DO PASSADO

      Quando o passado nos deixa marcas profundas, quando nos sentimos condicionados e ancorados no passado, provavelmente está relacionado com adaptações reativas que provaram ser indadequadas. Esses comportamentos e forma de pensar, afetam negativamente os resultados atuais, sobretudo pelo fato de não se aceitar os acontecimentos passados. A Aceitação permite um distanciamento, e o distanciamento pode promover a reestruturação comportamental futura. Ou seja, ao percebermos que não somos o passado, e que a análise que fizemos desses acontecimentos nos tem vindo a prejudicar, ficamos numa posição favorável para ganharmos consciência que podemos seguir em frente. Ficamos cientes que é possível olhar o futuro sem as amarras do passado. Mas como? Como é que é possível não continuar amargurado, ressentido ou com sentimento de impotência? 


      No exato momento que perceber que o comportamento que está a ter na atualidade prende-se com condicionalismos do passado, efetue algumas perguntas capacitadoras:

O que posso fazer para voltar a ganhar confiança em mim?
O que posso fazer para deixar de ficar rancoroso?
O que posso fazer para voltar a ter confiança em algumas pessoas?
O que posso fazer para recuperar a minha autoestima?
O resultado de não deixar  ir o passado, pode roubar-lhe oportunidades para realizar o que ainda pode estar ao seu alcance. Se insatisfações e traumas passados deixaram um vazio na sua vida, agora é o momento perfeito para diligentemente buscar o que possivelmente pode preencher esse vazio. Se, atualmente você se sente extremamente carente devido à ausência de realizações passadas, você pode ter tendência para ser  muito menos proativo na busca de novas fontes de amor e apoio que, de forma ideal, você procuraria.
        Aceite os acontecimentos e reenergize-se sabendo que pode atuar sem estar preso aos condicionalismos. Não fique mais agarrado ao buraco afetivo provocado pelo seu passado castrador e permita-se a acreditar que consegue fazer coisas que podem contribuir para a sua satisfação de vida.


REVISIONAR PRODUTIVAMENTE O PASSADO

        Revisionar produtivamente o passado difere radicalmente de simplesmente insistir nas memórias traumáticas ou perturbadoras. O processo de reestruturar o passado revisionando-o mentalmente é principalmente sobre construir um novo entendimento de forma a corrigir as deficiências de avaliação dos acontecimentos ocorridos e do autoconceito estabelecido. Trata-se de afirmar a sua informação atual para interpretar novamente as várias coisas que aconteceram com você em tempos passado. Pretende-se corrigir as interpretações equivocadas que contribuíram para a construção de ideias negativas sobre si mesmo. Dado o seu nível de desenvolvimento cognitivo, a sua experiência, crenças e forma de olhar o mundo, você não poderia ter entendido com precisão e de forma assertiva o que os seus olhos e os ouvidos pareciam estar-lhe dizendo. É também provável que, vendo a realidade com o egocentrismo de uma criança, de um adolescente ou jovem adulto você não poderia deixar de atribuir significados negativos para si mesmo tendo experienciado eventos negativos que podem de fato ter tido pouco (ou nada) a ver com você.


       Para dar apenas um exemplo, suponha que quando você era jovem testemunhou o doloroso divórcio dos seus pais. E numa das suas batalhas de palavras pouco amistosas, você ouviu o seu nome. Assustado, desanimado e incapaz de resistir a algum tipo de sofrimento emocional, você concluiu a animosidade horrível dos seus pais deve de alguma maneira ser culpa sua e que, inevitavelmente, eles tiveram de seguir caminhos separados, porque você era ruim. Se nenhum dos pais fez esforços para assegurar-lhe que a sua separação nada tinha a ver com você, então, mesmo em adulto você pode ter sentimentos irracionais sobre o quanto contribuiu para o problema de seus pais, ou não ter sido bom o suficiente, talvez até mesmo possa ter desenvolvido sentimentos de vergonha, de culpa e de remorso.

Num cenário como esse, é primordial revisionar o seu passado:

1- Para descobrir exatamente onde esses sentimentos autodestrutivos, e essas autoavaliações e crenças negativos tiveram origem.

2- Para perceber que foram os seus pais que causaram a sua separação e não você.

         Este processo pode ser extremamente útil para que você consiga modificar e atualizar os sentimentos negativos que transporta até aos dias de hoje, e que julga que o atormentarão para o resto da sua vida. A ideia de culpa do divórcio dos seus pais, pode agora ser redefinida, atualizando-a à luz da nova informação. Isso permite perceber que o divórcio foi da total responsabilidade deles. Pois foram eles que não conseguiram conciliar as suas diferenças, e a ideia depreciativa que desenvolveu acerca de você mesmo, foi devido à exposição aos conflitos que presenciou.


REDEFINIR O SEU EU 

      Se você está ciente que desenvolveu um autoconceito negativo, é importante interrogar-se de onde ele provém. Se você fizer isso, provavelmente vai descobrir que qualquer sentimento que possui de não ser bom o suficiente deriva das mensagens erradas que deu a si mesmo no passado. Pouco importa se essas mensagens eram ostensivas ou dissimuladas, intencionais ou acidentais. Se você se sentiu obrigado a aceitar a culpa ou a responsabilidade de determinado acontecimento, acabou por definir-se sobre uma base perniciosa.

    Então, se você é duramente autocrítico, pode ser extremamente valioso viajar mentalmente aos acontecimentos passados e, por exemplo, questionar se os seus pais ou familiares eram excessivamente críticos para consigo, ou se eram extremamente rígidos colocando-lhe elevadas expetativas nas suas ações e objetivos. Depois de se tornar totalmente consciente das coisas emocionalmente abusivas que você possa ter experienciado, pode começar a reduzir a autocrítica negativa e parar de denegrir-se. Quando você perceber que não tem que continuar a orientar a sua vida por expetativas injustificadas, pode finalmente libertar-se do seu passado castrador e seguir em frente liberto de amarras autodepreciativas. Você pode parar de alimentar os seus pensamentos de bota abaixo e estabelecer expetativas mais assertivas. Afinal, agora que você tem opção de escolha nas suas autoavaliações, certamente não existem razões plausíveis para validar “aprendizagens” que o impelem a adotar um discurso desanimador e padrões comportamentais depreciativos que no passado lhe foram impostos.

Resumo: Marcos Felix (ACS.Recife.)
do livro sobre: MOTIVAÇAO

Fotos: Arq.Felixfilmes.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

MAIS MÉDICOS - 91% NO NORTE E NO NORDESTE

91% DOS MÉDICOS CUBANOS
ATUARÃO NO NORTE E NO NORDESTE

      Municípios do Norte e do Nordeste serão os maiores beneficiados pelo trabalho do primeiro grupo de médicos cubanos que chegaram ao Brasil após acordo do Ministério da Saúde com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) dentro do programa Mais Médicos.
     “Com a participação dos profissionais cubanos, já neste primeiro mês do programa, conseguiremos oferecer médicos a uma parte dos 701 municípios que não tinham sido selecionados por nenhum médico brasileiro, nem estrangeiro”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “Este é ainda o primeiro passo, estamos no primeiro mês de chegada dos profissionais. O grande esforço do Ministério da Saúde é garantir o cumprimento da demanda total dos municípios prioritários e vamos fazer tudo o que for preciso para isso”, reforçou.

     Os 400 cubanos serão direcionados a um total de 219 localidades (206 municípios e 13 DSEIs). Juntas, as regiões Norte e Nordeste receberão 91% desses médicos – o equivalente a 364 profissionais. Eles trabalharão em unidades básicas de saúde de 187 localidades (69 municípios e 12 distritos indígenas no Norte e 105 municípios e um distrito indígena no Nordeste). Os 36 demais médicos irão para áreas carentes em 26 cidades do Sudeste e em seis do Sul.

     Este grupo atende a 29,4% dos 701 municípios que não foram selecionados por nenhum médico ao longo do chamamento individual, que deu prioridade a brasileiros com diplomas do Brasil e a brasileiros formados no exterior antes de convocar estrangeiros de países como Espanha, Argentina e Portugal.

    “A presença desses profissionais vai ampliar e qualificar o atendimento na Atenção Básica do SUS. E esse é um processo contínuo, esperamos a chegada de mais médicos que vão nos ajudar a construir o SUS diariamente”, disse o secretário de Gestão do Trabalho e na Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales.

    Até o fim do ano, outros 3.600 profissionais cubanos chegam ao Brasil para ocupar os postos remanescentes após novas rodadas de chamamento individual de brasileiros e estrangeiros.

     Confira quantos médicos cubanos cada estado do Norte e do Nordeste irá receber

ATENÇÃO BÁSICA

Mais Médicos: 34 profissionais cubanos atuarão em 22 municípios de PE

      Em todo o país, 400 cubanos trabalharão em 219 localidades, a maior parte em cidades de baixo IDH do Norte e do Nordeste
   Municípios do Norte e do Nordeste serão os maiores beneficiados pelo trabalho do primeiro grupo de médicos cubanos que chegaram ao Brasil após acordo do Ministério da Saúde com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAs) dentro do programa Mais Médicos. Em Pernambuco, 34 profissionais cubanos atuarão em 22 municípios. Veja a lista de municípios
     ÁREAS CARENTES – Entre os 701 municípios que não foram selecionados por nenhum médico no chamamento individual, a distribuição dos profissionais entre os municípios priorizou cidades de baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) – 13 têm índice muito baixo (até 0,5) e 133 têm desempenho baixo (de 0,5 a 0,599), conforme a definição do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).
     Já nas 51 localidades de IDH médio (de 0,6 a 0,699) e nas nove de desempenho alto (0,7 a 0,799), os profissionais atuarão em áreas pobres, onde também é grande a carência por médicos. Outro critério adotado foi a capacidade de supervisão e avaliação dos médicos e a demanda apresentada pelos municípios de cada unidade da federação.
     SEGUNDA ETAPA – Na última sexta-feira (30), o Ministério da Saúde concluiu a segunda rodada de inscrições no programa Mais Médicos, com a adesão de mais 514 cidades e 25 distritos indígenas. Com isso, já são 4.025 cidades participantes, demandando 16.625 vagas – 7,5% mais que o pedido feito na primeira etapa, que apontou necessidade de 15.460 médicos.
     A segunda etapa também contou com a inscrição de outros 3.016 profissionais, dos quais 1.414 têm diplomas do Brasil e 1.602 são formados no exterior, de 65 nacionalidades diferentes. Neste grupo, 951 profissionais - 541 com diploma brasileiro e 410 formados no exterior - já completaram todas as informações solicitadas para a inscrição. O restante só poderá escolher os municípios onde desejam atuar quando concluir o cadastro.
    Os médicos participantes têm até a meia-noite da próxima quarta-feira (4) para indicar seis opções de municípios, em ordem decrescente de preferência. Cada escolha deverá contemplar um dos seguintes perfis: cidades com 20% de sua população vivendo em extrema pobreza; municípios com mais de 80 mil habitantes, mas baixa receita pública per capita; capitais; regiões metropolitanas; distritos de saúde indígena; e localidades que não se encaixam nestas categorias.
     Ao fim das escolhas, o Ministério da Saúde confrontará as opções dos profissionais com a demanda dos municípios, dando prioridade aos brasileiros. Os postos remanescentes seguem para ocupação por brasileiros formados no exterior e estrangeiros selecionados por meio da seleção individual.
    A homologação, momento em que o profissional firma o compromisso de trabalho no Mais Médicos, ocorrerá entre 6 e 9 de setembro para os brasileiros e entre 16 e 18 de setembro para os estrangeiros. As vagas que restarem poderão ser ocupados por médicos cubanos da cooperação com OPAS.
   Nesta segunda etapa, os brasileiros começam a se apresentar aos municípios em primeiro de outubro. Já os estrangeiros desembarcam no Brasil entre 4 e 6 de outubro, são avaliados entre 7 e 25 de outubro e são recebidos nos municípios em 28 de outubro.

   BRASILEIROS SE APRESENTAM - Os médicos brasileiros começaram a se apresentar na última segunda-feira (2) aos municípios em que trabalharão. Ao todo, 1.096 profissionais selecionaram vagas em unidades básicas de saúde em 454 municípios e 16 distritos de saúde indígena.
    Para conferir quantos e quais profissionais já começaram a trabalhar nas prefeituras, a coordenação nacional do programa e as coordenações estaduais iniciaram contato com todos os municípios participantes. Até quarta (4), todos terão de informar se o médico já se apresentou e se já justificou qualquer atraso no início do atendimento à população. As secretarias municipais podem colocar as vagas que seriam ocupadas pelos médicos desistentes à disposição dos 3.016 profissionais inscritos na segunda etapa do programa até esta quarta. Profissionais que não resolverem todas as suas pendências com os municípios até o dia 12 serão excluídos do Mais Médicos. “O programa também vai ajudar a moralizar um problema ético que enfrentamos hoje: o cumprimento da carga horária no sistema público de Saúde. Não serão aceitas de forma alguma tentativas de não cumprir a carga horária de 40 horas”, afirmou o ministro.

Por Paula Rosa, da Agência Saúde- Ascom-Min.da Saúde


segunda-feira, 2 de setembro de 2013

SETEMBRO-PRIMAVERA....CATAPORA....E AGORA?

Vacina contra catapora
é oferecida pelo SUS


       O Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Imunização (PNI), passa a oferecer a partir deste mês de setembro, em toda a rede pública de saúde, a vacina varicela (catapora) incluída na tetra viral, que também protegerá contra sarampo, caxumba e rubéola. A nova vacina vai compor o Calendário Nacional de Vacinação e será ofertada exclusivamente para crianças de 15 meses de idade que já tenham recebido a primeira dose da vacina tríplice viral. Com a inclusão da vacina, o Ministério da Saúde estima uma redução de 80% das hospitalizações por varicela (catapora).

               

      “Com apenas uma injeção o Brasil vai poder proteger suas crianças contra quatro tipos de doenças. Hoje, temos dados que mostram que quase nove mil pessoas são internadas por ano pela varicela e temos mais de 100 óbitos. Além disso, facilita o trabalho dos profissionais e traz economia, pois usa-se apenas uma agulha, uma seringa, um único local de conservação”, declarou o ministro Alexandre Padilha.


     Com a tetra viral, o SUS passa a ofertar 25 vacinas, 13 delas já disponibilizadas no Calendário Nacional Vacinação. Foram investidos R$ 127,3 milhões para a compra de 4,5 milhões de doses por ano. A população deve se informar no posto de saúde mais próximo para saber se a vacina tetra viral já está disponível. Isso porque alguns municípios ainda estão adequando a rotina à nova vacina, por causa da necessidade de capacitação dos profissionais para administração da dose ou pela dificuldade de distribuição para as salas de vacina em locais de difícil acesso. A previsão é que todas as 34 mil salas de vacinação distribuídas no Brasil estarão ofertando as doses até o final do mês.


      A vacina tetra viral é segura – tem 97% de eficácia e raramente causa reações alérgicas. Não haverá campanha de vacinação, pois a vacina tetra viral será disponibilizada na rotina dos serviços públicos em substituição à segunda dose da vacina tríplice viral. A vacina evita complicações, casos graves com internação e possível óbito, além da prevenção, controle e eliminação das doenças sarampo, caxumba e rubéola.

        Parcerias - A produção nacional da vacina tetra viral é resultado da parceria para transferência de tecnologia entre o laboratório público Bio-Manguinhos e o laboratório privado britânico GlaxoSmithKline (GSK). Nos acordos de transferência de tecnologia, firmados pelo Ministério da Saúde, a produção se dá por meio de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), feito com os laboratórios públicos. Nessa parceria, os laboratórios da rede privada, são responsáveis por produzir o princípio ativo e transferir a tecnologia. Como contrapartida, o governo garante exclusividade na compra do medicamento por cinco anos.

         Esta é a sétima parceria entre o laboratório privado GSK e o laboratório público Bio-Manguinhos. Desde 1980, os laboratórios produzem juntos as vacinas poliomielite, Haemophilus influenzae tipo b (Hib) – que causa meningites e outras infecções bacterianas –, tríplice viral, rotavírus, dengue e pneumocócica conjugada, que protege contra a pneumonia e meningite causada por pneumococo.

      Ao total, estão em vigor 35 PDPs para a produção de 33 produtos, sendo 28 medicamentos e quatro vacinas. As parcerias envolvem 37 laboratórios, 12 públicos e 22 privados, nacionais e estrangeiros.

O que é Catapora?

Sinônimos: Varicela
      A catapora é uma das clássicas doenças da infância. Uma criança ou um adulto com catapora podem apresentar centenas de bolhas que causam coceira, se rompem e encrostam. A catapora é provocada por um vírus.

     O vírus responsável pela catapora é o varicela-zóster, um integrante da família do herpes-vírus. O mesmo vírus também causa herpes zóster (cobreiro) em adultos.
                        

Causas
      Em um quadro típico, uma criança fica coberta de erupções e não pode ir à escola por uma semana. Na primeira metade da semana, a criança sofre muito com a intensa coceira; na segunda metade, sofre de tédio. Desde a introdução da vacina contra a catapora, a doença tornou-se muito menos frequente.
       


      A catapora é facilmente transmitida para outras pessoas. O contágio acontece através do contato com o líquido da bolha ou através de tosse ou espirro. Geralmente, a vacina previne a doença completamente ou a torna muito moderada. Mesmo aqueles que estão infectados com uma versão moderada da doença podem ser contagiosos.

    Quando alguém é infectado, a catapora leva de 10 a 21 dias para se manifestar. As pessoas tornam-se contagiosas de 1 a 2 dias antes de a doença irromper no corpo. Elas permanecem contagiosas enquanto as bolhas encrostadas estão presentes.

    A maioria dos casos de catapora ocorre em crianças menores de 10 anos. A doença costuma ser moderada, embora possam ocorrer sérias complicações em alguns casos. Normalmente, os adultos e as crianças mais velhas ficam mais gravemente doentes do que crianças menores.
       

    Os filhos de mães que tiveram catapora ou crianças que receberam a vacina estão menos predispostas a se contagiar com a doença antes do primeiro ano de vida. Caso a doença ocorra no primeiro ano de vida, ela costuma ser moderada. Isso se deve aos anticorpos presentes no sangue da mãe que as protegem. As crianças menores de 1 ano cujas mães não tiveram catapora nem foram vacinadas podem ter uma versão mais grave da doença.

    Os sintomas mais graves da catapora são mais frequentes em crianças com sistema imunológico problemático. Isso pode ser resultado de uma doença ou de medicamentos, como quimioterapia e esteroides.
        


      Depois da catapora, o vírus costuma permanecer dormente no organismo pelo resto da vida. Cerca de 1 a cada 10 adultos apresenta herpes zóster quando o vírus é reativado em momentos de estresse.
              

Complicações possíveis
Mulheres com catapora durante a gravidez sofrem o risco de passarem a infecção congênita para o feto.
Os recém-nascidos são mais suscetíveis a apresentar infecções graves caso sejam expostos ao vírus e a mãe não esteja imunizada.
As bolhas podem causar uma infecção secundária.
A encefalite é uma complicação grave, mas rara.
A síndrome de Reye, a pneumonia, a miocardite e a artrite transitória são outras possíveis complicações da catapora.
A ataxia cerebelar pode surgir durante a fase de recuperação ou posteriormente. Esta doença é caracterizada por afetar o equilíbrio do caminhar.


Herpes-Zóster

Durante o episódio de varicela, geralmente na infância, alguns vírus invadem os gânglios nervosos espinhais e/ou dos nervos cranianos, onde permanecem na forma latente, sem se multiplicar e sem causar danos ou sintomas.
Muitos anos depois, tipicamente na velhice, o envelhecimento do sistema imunitário leva à moderada imunodepressão, e o vírus é reativado. Contudo, a imunidade adquirida pelo indivíduo é ainda suficiente para impedi-lo de causar novo episódio de varicela sistêmica. Em vez de estender-se pela epiderme, o vírus limita-se a multiplicar-se nos nervos sensitivos da raiz espinhal onde foi reativado, resultando na zóster. Esta é uma condição extremamente dolorosa cutânea, que se limita à faixa da pele (dermatoma), bem delimitada, inervada pelo nervo sensitivo afectado. A pele apresenta-se extremamente sensível ao toque, com dores, e máculas vermelhas infecciosas semelhantes às da varicela. Em cerca de 30% dos idosos afetados, alguma dor pode persistir após resolução da infecção, devido aos danos causados nos nervos sensitivos.

VEJA OS LINK ABAIXO SOBRE VARICELA ( CATAPORA )

BAIXE AS CARTILHAS SOBRE VARICELA ( CATAPORA )


Fotos: Arq.Felixfilmes.



domingo, 1 de setembro de 2013

sábado, 31 de agosto de 2013

Mais Médicos em Recife

Neste dia 2 de setembro.


         O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, recebe, nesta segunda-feira (2), em Recife, os profissionais brasileiros que começam suas atividades pelo Programa Mais Médicos em Pernambuco. Na primeira seleção do programa, 1.096 médicos com diplomas do Brasil confirmaram sua atuação em 454 municípios de todo o país. A partir da próxima semana, esses profissionais vão atuar em unidades básicas de saúde do interior e das periferias de grandes cidades.

     O Mais Médicos foi lançado pela presidenta da República Dilma Rousseff no dia 8 de julho e visa ampliar o número destes profissionais nas regiões carentes.

Recepção dos médicos brasileiros inscritos no Programa Mais Médicos
Data: 02/09
Horário: 10h
Local: Sala Caio da Fonte, Marante Plaza Hotel, Av. Boa Viagem 1070 – Recife (PE)



sexta-feira, 30 de agosto de 2013

ATUALIZAÇÃO DA CADERNETA DE VACINAÇÃO INFANTIL

Terminou hoje, 30 de agosto


       Menores de cinco anos devem ser levados aos postos para avaliação da caderneta. Ministério da Saúde passa a disponibilizar aplicativo para tablets e smartphones, com as vacinas ofertadas pelo SUS

      A campanha nacional para atualização da caderneta infantil terminou nesta sexta-feira (30). A ação foi realizada em parceria com estados e municípios. Crianças menores de cinco anos devem ser levadas aos postos de vacinação para que a caderneta seja avaliada e o esquema vacinal atualizado, de acordo com a situação encontrada.

    A meta é vacinar as crianças que não estiverem com a caderneta em dia. O público nesta faixa etária é estimado em 14,4 milhões de crianças. Na campanha, são oferecidas todas as vacinas do calendário básico infantil: BCG, hepatite B, penta, inativada poliomielite (VIP), oral poliomielite (VOP), rotavírus, pneumocócica 10 valente, meningocócica C conjugada, febre amarela, tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) e DTP (difteria, tétano e coqueluche). As vacinas oferecidas são as mesmas da rotina.



      Durante o Dia D de mobilização, realizado no último sábado (24), o ministro Alexandre Padilha vacinou crianças contra poliomielite e convocou pais ou responsáveis a aproveitarem a campanha para colocar a vacinação das crianças em dia. “Hoje são tantas as vacinas oferecidas pelo SUS, de graça para a população, que algumas vezes fica difícil para os pais saberem se está tudo em dia. São disponibilizadas vacinas para quase 20 doenças. Esta é uma oportunidade para checar se as crianças estão com todas as vacinas em dia. Não podemos esquecer que a criança só fica, realmente, protegida depois que tomar todas as doses previstas no calendário básico”, explicou.

    O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, que também participou da mobilização em Brasília, destacou a importância da ação. “É segunda vez que realizamos no Brasil um tipo de campanha como esta, com a oferta de todas as vacinas para atualizar o cartão da criança. Como o Programa Nacional de Imunizações oferece um número grande de vacinas - que são aplicadas em períodos diferentes - não é raro as crianças estarem com o calendário atrasado”, ressaltou.
APLICATIVO– Durante a mobilização, o ministro Alexandre Padilha anunciou o lançamento do aplicativo Vacinação em Dia para tablets e smartphones, disponibilizado pelo Ministério da Saúde. A ferramenta é uma forma fácil, moderna e ágil de acompanhar o calendário vacinal de crianças e adultos. No aplicativo, estão disponíveis todas as vacinas ofertadas pelo SUS e o usuário poderá cadastrar até 10 carteiras de vacinação.

        A partir da inserção da primeira vacina no calendário, o aplicativo calcula quando o usuário deve comparecer novamente para uma nova imunização e envia um lembrete por mensagem. O usuário também irá receber um lembrete para comparecer aos postos de saúde a cada campanha sazonal, com destaque para o dia D, que normalmente acontece no primeiro dia da mobilização.

                             

       O aplicativo funcionará em tablets e smartphones que utilizem sistemas operacionais iOS e Android 2.2 ou superior. O usuário pode baixar o Vacinação em Dia no Google Play e futuramente na Apple Store.

ZÉ GOTINHA- Desde o dia 18 de agosto, estão sendo veiculados vídeos e jingles para divulgação da campanha em emissoras de TVs abertas e fechadas e nas rádios. Também foram produzidas peças para divulgação na internet, mídia indoor e mídia exterior e materiais gráficos. Para a operacionalização da campanha, o Ministério da Saúde disponibilizou a estados e municípios R$ 18,6 milhões. A ação envolve 34 mil postos fixos de vacinação - além dos volantes – e 350 mil profissionais de saúde, além da utilização de cerca de 40 mil veículos.

VITAMINA A- O Ministério da Saúde também passa a disponibilizar para as crianças de seis meses a menores de cinco anos de idade - residentes em todos os municípios das Regiões Norte e Nordeste e municípios prioritários do Plano Brasil Sem Miséria das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul - a suplementação de vitamina A. A suplementação, com megadoses de vitamina A, contribui para a redução do risco global de morte, mortalidade por diarreia, além de ajudar no desenvolvimento e crescimento das crianças. A vitamina A também pode ser recebida na rotina dos serviços de saúde.


Fonte: Min da Saúde


MAIS MÉDICOS PARA MENOS MÉDICOS

O Ministério da Saúde esclarece.
        Que os municípios que se inscreveram no Programa Mais Médicos são proibidos, por força do termo de adesão e compromisso e da portaria interministerial, de demitir profissionais já contratados para substituí-los por participantes do programa. Os municípios que descumprirem esta regra serão excluídos do programa, com remanejamento dos médicos participantes para outras cidades, e serão submetidos a auditoria do Ministério da Saúde.
      Para assegurar o cumprimento desta regra, o Ministério da Saúde estabeleceu um conjunto de filtros preventivos:

         A prefeitura é obrigada a manter a quantidade de médicos na Atenção Básica que já tinha antes da adesão ao programa, sem ocupar estes postos com profissionais remunerados pelo Ministério da Saúde. Ou seja, os profissionais do Mais Médicos só podem ser incluídos para expandir a capacidade de atendimento naquela cidade, formando novas equipes de Atenção Básica ou preenchendo vagas naquelas em que faltava médico. O controle desta trava é feito online no sistema do Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde (CNES), impedindo que o médico participante do projeto seja direcionado a postos que estavam ocupados antes da adesão do município.
        Todos os médicos que já estavam cadastrados na Atenção Básica de um determinado município foram impedidos de se inscrever no programa para atuar nesta mesma localidade, o que impede a migração de profissionais para a bolsa do Mais Médicos dentro de uma mesma cidade.
       Enquanto participarem do Mais Médicos, os municípios só poderão desligar médicos da Atenção Básica em situações excepcionais justificadas à coordenação nacional do Programa Mais Médicos, como, por exemplo, descumprimento comprovado de carga horária e/ou outra falha ética ou profissional do médico.



Fonte: Min.da Saúde