sábado, 5 de outubro de 2013

SUS - 25 ANOS

EM 5 DE OUTUBRO O SISTEMA ÚNICO
DE SAÚDE COMPLETA 25 ANOS



       O Sistema Único de Saúde (SUS) é a denominação do sistema público de saúde brasileiro, considerado um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo, segundo informações1 do Conselho Nacional de Saúde. Foi instituído pela Constituição Federal de 1988, em seu artigo 196, como forma de efetivar o mandamento constitucional do direito à saúde como um “direito de todos” e “dever do Estado” e está regulado pela Lei nº. 8.080/1990, a qual operacionaliza o atendimento público da saúde.
       Com o advento do SUS, toda a população brasileira passou a ter direito à saúde universal e gratuita, que deve ser fornecida pelos três entes federativos - União, Estados, Distrito Federal e Municípios. Fazem parte do Sistema Único de Saúde, os centros e postos de saúde, os hospitais públicos - incluindo os universitários, os laboratórios e hemocentros (bancos de sangue), os serviços de Vigilância Sanitária, Vigilância Epidemiológica, Vigilância Ambiental, além de fundações e institutos de pesquisa acadêmica e científica, como a FIOCRUZ - Fundação Oswaldo Cruz - e o Instituto Vital Brazil.
Os Princípios constitucionais do SUS

Uma leitura mais atenta da seção Da Saúde, (artigo 196 até o artigo 200) da Constituição, permite auferir que esta (a Constituição) estabeleceu cinco princípios básicos que orientam o sistema jurídico em relação ao SUS. São eles: a universalidade, a integralidade, a equidade, a descentralização e a participação popular.

Universalidade

        Este princípio pode ser auferido a partir da definição do artigo 196, que considerou a saúde como um “direito de todos e dever do Estado”. Dessa forma, o direito à saúde se coloca como um direito fundamental de todo e qualquer cidadão, sendo considerado até mesmo cláusula pétrea ou seja, não pode ser retirada da Constituição em nenhuma hipótese, por constituir um direito e garantia individual, conforme a Seção Do Processo Legislativo, artigo 60, parágrafo 4, inciso IV.
Por outro lado, o Estado tem o dever de garantir os devidos meios necessários para que os cidadãos possam exercer plenamente esse direito, sob pena de o estar restringindo e não cumprindo a sua função.


Integralidade

       A integralidade, conforme o artigo 198, no seu inciso II, confere ao Estado o dever do “atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais” em relação ao acesso que todo e qualquer cidadão tem direito. Por isso, o Estado deve estabelecer um conjunto de ações que vão desde a prevenção à assistência curativa, nos mais diversos níveis de complexidade, como forma de efetivar e garantir o postulado da saúde. Percebe-se, porém, que o texto constitucional dá ênfase às atividades preventivas, que, naturalmente, ao serem realizadas com eficiência, reduzem os gastos com as atividades assistenciais posteriores.


Equidade
O princípio da equidade está relacionado com o mandamento constitucional de que “saúde é direito de todos”, previsto no já mencionado artigo 196 da Constituição. Busca-se aqui preservar o postulado da isonomia, visto que a própria Constituição, em Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos, artigo 5º, institui que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”.
Logo, todos os cidadãos, de maneira igual, devem ter seus direitos à saúde garantidos pelo Estado. Entretanto, as desigualdades regionais e sociais podem levar a inocorrência dessa isonomia, afinal uma área mais carente pode demandar mais gastos em relação às outras. Por isso, o Estado deve tratar "desigualmente os desiguais", concentrando seus esforços e investimentos em zonas territoriais com piores índices e déficits na prestação do serviço público.
Em Dos Princípios Fundamentais, artigo 3º, incisos III e IV, a Constituição configura como um dos objetivos da República “reduzir as desigualdades sociais e regionais” e "promover o bem de todos".

Descentralização

       Está estabelecido em Da Saúde, artigo 198, que “as ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único, organizado de acordo com as seguintes diretrizes: I - descentralização, com direção única em cada esfera de governo [...]”. Por isso, o Sistema Único de Saúde está presente nos três entes federativos - União, Estados, Distrito Federal e Municípios - de forma que o que é da alçada de abrangência nacional será de responsabilidade do Governo Federal, o que está relacionado à competência de um Estado deve estar sob responsabilidade do Governo Estadual, e a mesma definição ocorre com um Município. Dessa forma, busca-se um maior diálogo com a sociedade civil local, que está mais perto do gestor, para cobrá-lo sobre as políticas públicas devidas.

Participação social

Também está prevista no mesmo artigo 198, inciso III, a “participação da comunidade” nas ações e serviços públicos de saúde, atuando na formulação e no controle da execução destes. O controle social, como também é chamado esse princípio, foi melhor regulado pela já citada Lei nº 8.142/90.7 Os usuários participam da gestão do SUS através das Conferências da Saúde, que ocorrem a cada quatro anos em todos os níveis federativos - União, Estados, Distrito Federal e Municípios. Nos Conselhos de Saúde ocorre a chamada paridade: enquanto os usuários têm metade das vagas, o governo tem um quarto e os trabalhadores outro quarto. Busca-se, portanto, estimular a participação popular na discussão das políticas públicas da saúde, conferindo maior legitimidade ao sistema e às ações implantadas.
      Não obstante, observa-se que o Constituinte Originário de 1988 não buscou apenas implantar o sistema público de saúde universal e gratuito no país, em contraposição ao que existia no período militar, que favorecia apenas os trabalhadores com carteira assinada. Foi além e estabeleceu também princípios que iriam nortear a interpretação que o mundo jurídico e as esferas de governo fariam sobre o citado sistema. E a partir da leitura desses princípios, nota-se a preocupação do Constituinte em reforçar a defesa do cidadão frente ao Estado, garantindo meios não só para a existência do sistema, mas também para que o indivíduo tenha voz para lutar por sua melhoria e maior efetividade.

BAIXE A CARTILHA-O SUS DE A a Z
                           LEGISLAÇÃO DO SUS



FONTE: O SUS

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

ACS - MÉDICOS PÉS DESCALÇOS ??

Médico de Pés Descalços
(Chinês: 赤脚医生; pinyin: chìjiǎo yīshēng)
é um profissional de saúde que não cursou
clássica formação em medicina.

Um Médico de pés descalços
 aplicando acupunturana visita domiciliar

          No Brasil corresponderia a um profissional de nível médio, ou seja com o ciclo básico completo mais três anos de curso técnico. Algo equivalente à Auxiliares de Enfermagem, Inspetores Sanitários ou de Saneamento, os atuais Agentes de Controle de Zoonoses ou Agentes de Vigilância em saúde e os conhecidos Agentes Comunitários de Saúde. A importância de compreendermos sua formação vêm da necessidade de desenvolvimento de serviços de saúde com ênfase na medicina preventiva e promoção de saúde o que no Brasil vêm se denominando Programa de Saúde da Família.
     Na China, os médicos de Pés Descalços são também conhecidos como médicos camponeses, instituídos pelo governo pós revolucionário chinês que organizou a China a partir de 1º de outubro de 1949. Nesta data, o bibliotecário auxiliar da Universidade de Pequim (1918), que participou da fundação do Partido comunista Chinês (1921), Mao Tsé Tung, proclama, por decisão do Conselho Popular, a Republica Popular da China, após o sofrido processo revolucionário que ficou conhecido como “a grande marcha”. O progressivo reconhecimento internacional dessa nova nação consolidou-se com a revolução cultural (1966) que caracterizou a revolução comunista chinesa. A China comunista só veio ser reconhecida pelos Estados Unidos da América do Norte e admitida na ONU em 1972.
Necessidade de Saúde na China


       O quadro sanitário da população chinesa era lastimável, ignorando-se as baixas da guerra e tribunais revolucionários, que já foram estimadas entre 750.000 e 16 milhões pelo governo chinês e americano respectivamente, as condições de vida eram péssimas, o comércio, exportação de mulheres escravas para prostituição era uma prática comum; a sífilis atingia índices entre 35 e 50% da população em algumas regiões; estimavam-se cifras em torno de 20 milhões de habitantes expostos ao risco imediato de inanição. A esquistossomose e outras doenças transmitidas pela água, assumiam proporções de grandes endemias, como nos países subdesenvolvidos da África, Terceiro Mundo e estavam associadas à falta de saneamento e utilização de excrementos humanos, sem prévio tratamento, como adubo nas plantações.


     Nessa época o número de médicos ocidentais correspondia à 1 para 1.000.000 habitantes, as centenas de médicos tradicionais limitavam-se às famílias de mais posses, a grande maioria da população rural estava desassistida. Com a revolução cultural em cerca de 30 anos já se registrava nas estatísticas nacionais, 1.463.406 médicos camponeses, escolhidos por local de residência com a participação da comunidade. Cada médico camponês destinava-se ao acompanhamento entre 176 (na brigada de Cai Liang) e 334 pessoas (no distrito de Yexian). No Brasil uma Agente Comunitário é responsável por 50 - 100 famílias na área rural e 150 - 250 famílias na área urbana, com aproximadamente 1000 famílias por Unidade ou Posto de Saúde da Família.
Formação do Médico de Pés Descalços
        A formação do médico camponês, no início da concepção dessa prática de saúde, durava 3 anos de teoria e prática em períodos intercalados. Os aprendizes residiam inicialmente por 5 meses próximos à clínica -escola e, nos períodos de colheita, voltavam para sua região de origem. Havia uma preferência na seleção dos candidatos que possuíssem níveis mais elevados de instrução formal, além do conhecimento e participação na política socialista.
             

        O período inicial incluía anatomia e fisiologia, dissecação de animais (geralmente porcos) e utilizavam mapas e modelos em aulas teóricas, elementos de patologia, bacteriologia (utilização de microscópio para identificar ovos de parasitas e microorganismos da água) e higiene. Essa última além do aprendizado da esterilização de agulhas e seringas incluía noção dos processos de saneamento, tratamento de esgotos, compostagem agrícola (com utilização de biodigestores) e tratamento para obtenção de água potável. Além do aprendizado de utilização do estetoscópio, diagnóstico de doenças transmissíveis, vacinação e sinais da gravidade de enfermidades, que aprendiam acompanhando rondas de rotina.

NO BRASIL

                    

       Os ACS surgiram em 1991, quando o Ministério da Saúde (MS) implantou o Programa Agentes Comunitários de Saúde (PACS), baseado em experiências bem-sucedidas no Ceará e em Pernambuco. A profissão foi reconhecida em 2002 e regulamentada em 2006, mesmo ano em que foi publicada Emenda Constitucional que possibilitou a efetivação dos ACS enquanto servidores públicos nos municípios do País.

        “Hoje, os ACSs são extremamente importantes na construção do Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente no âmbito da Atenção Primária à Saúde, junto às Equipes de Saúde da Família (ESF). Por seus vínculos estreitos com as comunidades onde atuam, os ACS articulam ações essenciais no campo da vigilância e da promoção da saúde, identificando agravos nos territórios de atuação, mobilizando a comunidade e agindo como integradores de diferentes políticas públicas que, além da saúde, promovem a cidadania”, afirma o superintendente da Atenção Primária da SES, Rodrigo Lima.

                     

      
      Atualmente, a SES promove o curso de Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância (Aidpi) com ACSs de todo o Estado. A previsão é formar mais de 2 mil pessoas até o fim do ano.


DIA DO(A) ACS

Ruth Brilhante ( CONACS ) 
CARTA ABERTA
       Essa semana é muito especial para a história de luta da Categoria dos ACS e ACE de todo o Brasil. A extamente 10 anos, estávamos comemorando a assinatuta do 1º Decreto Lei que regulamentava as atividades dos ACS. Assinado pelo Presidente Fernando Henrique Cardoso, o Decreto-Lei nº 3.189/99 dizia entre outras coisas que a atividade do ACS é de "relevante interesse público".
Desde então, outras conquistas foram escrevendo a nossa história, e em 10 de julho de 2002, foi a aprovada a Lei Federal 10.507/02, criando assim a profissão de ACS.

  Em 14 de fevereiro de 2006, foi promulgada a Emenda Constitucional 51, definindo de uma vez por todas o fim da precarização do serviço dos ACS e ACE.

  E ainda nesse semana comemoramos amanhã, 05 de outubro, 3 anos de aprovação da Lei Federal 11.350/06, que regulamenta a profissão dos ACS e ACE.

  Sabemos que temos muitos colegas com seus direitos ameaçados, perseguidos até mesmo sendo humilhados, e que por eles e por nós é que comemoramos tantas conquistas, com a certeza de que escreveremos outras vitórias juntos na nossa história.

  A esperança e a persistencia sempre foram as nossas armas, e essa semana mais uma vez demonstra que deverá ser de comemoração, pois a Comissão Especial da PEC 391/09 que cria o Piso Salarial Nacional dos ACS e ACE deverá ser instalada e realizada a primeira sesão.

  Gosto de lembrar em momentos como esse o lema da nossa luta pela aprovação em 2005 da PEC 007/03: "Aqueles que dizem que determinada coisa não pode ser feita, devem ceder o lugar para aqueles que estão fazendo!".

  Assim, vamos comemorar nosso dia, nossa semana e se Deus quiser, mais um ano de história e vitória para a nossa Categoria.

RUTH BRILHANTE
(Presidente da CONACS)

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A PROMULGAÇAO DO DIA DO AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE ( ACS )

DOU-DIA 29.11.2007
DIA DO ACS



Fonte: Presidência da República




Fotos: Arq.Felixfilmes.


quinta-feira, 3 de outubro de 2013

OUTUBRO ROSA - SAÚDE DA MULHER


Prevenção

      Evitar a obesidade, através de dieta equilibrada e prática regular de exercícios físicos, é uma recomendação básica para prevenir o câncer de mama, já que o excesso de peso aumenta o risco de desenvolver a doença. A ingestão de álcool, mesmo em quantidade moderada, é contra-indicada, pois é fator de risco para esse tipo de tumor, assim como a exposição a radiações ionizantes em idade inferior aos 35 anos.
      Ainda não há certeza da associação do uso de pílulas anticoncepcionais com o aumento do risco para o câncer de mama. Podem estar mais predispostas a ter a doença mulheres que usaram contraceptivos orais de dosagens elevadas de estrogênio, que fizeram uso da medicação por longo período e as que usaram anticoncepcional em idade precoce, antes da primeira gravidez.
     A prevenção primária dessa neoplasia ainda não é totalmente possível devido à variação dos fatores de risco e as características genéticas que estão envolvidas na sua etiologia.

Autoexame das Mamas
     O INCA não estimula o autoexame das mamas como método isolado de detecção precoce do câncer de mama. A recomendação é que o exame das mamas pela própria mulher faça parte das ações de educação para a saúde que contemplem o conhecimento do próprio corpo.

    Evidências científicas sugerem que o autoexame das mamas não é eficiente para a detecção precoce e não contribui para a redução da mortalidade por câncer de mama. Além disso, traz consequências negativas, como aumento do número de biópsias de lesões benignas, falsa sensação de segurança nos exames falsamente negativos e impacto psicológico negativo nos exames falsamente positivos.
Portanto, o exame das mamas feito pela própria mulher não substitui o exame físico realizado por profissional de saúde (médico ou enfermeiro) qualificado  para essa atividade.

Sintomas

     Podem surgir alterações na pele que recobre a mama, como abaulamentos ou retrações, inclusive no mamilo, ou aspecto semelhante a casca de laranja. Secreção no mamilo também é um sinal de alerta. O sintoma do câncer palpável é o nódulo (caroço) no seio, acompanhado ou não de dor mamária. Podem também surgir nódulos palpáveis na axila.

Detecção Precoce

    Embora a hereditariedade seja responsável por apenas 10% do total de casos, mulheres com história familiar de câncer de mama, especialmente se uma ou mais parentes de primeiro grau (mãe ou irmãs) foram acometidas antes dos 50 anos, apresentam maior risco de desenvolver a doença. 

    Esse grupo deve ser acompanhado por médico a partir dos 35 anos. É o profissional de saúde quem vai decidir quais exames a paciente deverá fazer. Primeira menstruação precoce, menopausa tardia (após os 50 anos), primeira gravidez após os 30 anos e não ter tido filhos também constituem fatores de risco para o câncer de mama. 

     Mulheres que se encaixem nesses perfis também devem buscar orientação médica. As formas mais eficazes para a detecção precoce do câncer de mama são o exame clínico e a mamografia. 

Exame Clínico das Mamas (ECM)
      Quando realizado por um médico ou enfermeira treinados, pode detectar tumor de até 1 (um) centímetro, se superficial. Deve ser feito uma vez por ano pelas mulheres a partir de 40 anos.

Mamografia
     A mamografia (radiografia da mama) permite a detecção precoce do câncer, ao mostrar lesões em fase inicial, muito pequenas (medindo milímetros). Deve ser realizada a cada dois anos por mulheres entre 50 e 69 anos, ou segundo recomendação médica.

É realizada em um aparelho de raio X apropriado, chamado mamógrafo. Nele, a mama é comprimida de forma a fornecer melhores imagens, e, portanto, melhor capacidade de diagnóstico. O desconforto provocado é suportável. 

Lei 11.664, de 2008
       Ao estabelecer que todas as mulheres têm direito à mamografia a partir dos 40 anos, a Lei 11.664/2008 que entrou em vigor em 29 de abril de 2009 reafirma o que já é estabelecido pelos princípios do Sistema Único de Saúde. Embora tenha suscitado interpretações divergentes, o texto não altera as recomendações de faixa etária para rastreamento de mulheres saudáveis: dos 50 aos 69 anos.

A beleza mortal das células de câncer de mama, com células normais mortas em amarelo
Foto:PREMIADA

O QUE É TNM?

Procedimento que permite classificar um tumor, através da seguinte nomenclatura:

T - Tamanho do tumor
N - presença de células tumorais nos linfonodos locais
M - presença de metástase à distância
    Quanto maior essa relação, mais agressivo será o tumor. Atualmente, porém, os oncologistas buscam cada vez mais diferenciar e individualizar o tumor, traçando seu perfil imunohistoquímico (ou seja, características do tumor que fariam células imunológicas reconhecer e destruir células tumorais, bem como características das células tumorais quanto a alguns receptores de membrana celular, que conservam propriedades específicas), relacionando com o perfil genético e com a imunidade tecidual (se ele é mais ou menos resistente a determinadas substâncias).Estudos genéticos têm demonstrado que a agressividade, a sensibilidade à quimioterapia e a probabilidade desse tumor reincidir não dependem apenas do estadiamento TNM. Há casos em que o paciente pode desenvolver um tumor pequeno, sem linfonodo comprometido e sem metástase à distância, mas se aquele tumor tiver determinado perfil genético que predispõe à agressividade, pode apresentar crescimento acelerado ou uma chance maior de recidivar precocemente, mesmo que operado e que submetido à radio ou quimioterapia.

      A necessidade de se classificar os casos de câncer em estádios baseia-se na constatação de que as taxas de sobrevida são diferentes quando a doença está restrita ao órgão de origem ou quando ela se estende a outros órgãos.


     Estadiar um caso de neoplasia maligna significa avaliar o seu grau de disseminação. Para tal, há regras internacionalmente estabelecidas, as quais estão em constante aperfeiçoamento.

    O estádio de um tumor reflete não apenas a taxa de crescimento e a extensão da doença, mas também o tipo de tumor e sua relação com o hospedeiro.

    A classificação das neoplasias malignas em grupos obedece a diferentes variáveis: localização, tamanho ou volume do tumor, invasão direta e linfática, metástases à distância, diagnóstico histopatológico, produção de substâncias, manifestações sistêmicas, duração dos sinais e sintomas, sexo e idade do paciente, etc.

     Diversos sistemas de estadiamento poderiam ser concebidos, tendo por base uma ou mais das variáveis mencionadas.

     O sistema de estadiamento mais utilizado é o preconizado pela União Internacional Contra o Câncer (UICC), denominado Sistema TNM de Classificação dos Tumores Malignos. Este sistema baseia-se na extensão anatômica da doença, levando em conta as características do tumor primário (T), as características dos linfonodos das cadeias de drenagem linfática do órgão em que o tumor se localiza (N), e a presença ou ausência de metástases à distância (M). Estes parâmetros recebem graduações, geralmente de T0 a T4, de N0 a N3 e de M0 a M1, respectivamente.

    Além das graduações numéricas, as categorias T e N podem ser subclassificadas em graduações alfabéticas (a, b, c). Tanto as graduações numéricas como as alfabéticas expressam o nível de evolução do tumor e dos linfonodos comprometidos.
O símbolo "X" é utilizado quando uma categoria não pode ser devidamente avaliada.

     Quando as categorias T, N e M são agrupadas em combinações pré-estabelecidas, ficam distribuídas em estádios que, geralmente, variam de I a IV. Estes estádios podem ser subclassificados em A e B, para expressar o nível de evolução da doença.

     Entretanto, existem sistemas de classificação que utilizam algarismos romanos sem que estes resultem da combinação de valores de T, N e M, como ocorre no estadiamento da doença de Hodgkin e dos linfomas malignos. Estes também são subclassificados em A e B, significando, respectivamente, ausência ou presença de manifestações sistêmicas.




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Fonte: INCA


Fotos: Com o nome premiada Autoria Awards 2008
             Com a cor rosa: Arq.Felixfilmes.




AMIGDALITE E A FEBRE REUMÁTICA RISCOS AO CORAÇÃO

A amigdalite é a inflamação das amígdalas.



      Ou seja, das estruturas localizadas na parte posterior da garganta, que têm a função de proteger o corpo, produzindo anticorpos e impedindo que infecções na cavidade oral e nas regiões vizinhas se alastrem por todo o organismo.


      Justamente por funcionarem como uma barreira, essas estruturas são muito suscetíveis a processos infecciosos. Quando isso ocorre, as amígdalas se inflamam, ficam inchadas, doloridas e dificultam a passagem dos alimentos para o aparelho digestivo.

                             

       Estima-se que ocorram 10 milhões de casos de amigdalite a cada ano no Brasil. Apesar de ser um problema corriqueiro na infância, a amigdalite não pode prescindir de um bom diagnóstico e de um tratamento adequado. Isso porque uma infecção bacteriana inadequadamente tratada pode evoluir para febre reumática, com conseqüentes complicações cardíacas no futuro, ou mesmo ser precursora de uma doença renal, a nefrite.

          


       A inflamação cursa com febre, calafrios, dor de garganta, falta de apetite, mau-hálito, dificuldade para engolir e, às vezes, inchaço dos gânglios do pescoço e da mandíbula, muitas vezes de modo bem semelhante a uma virose, como a mononucleose. Nos quadros causados por bactérias, costuma haver acúmulo de pus nas amígdalas. Nos bebês, além da febre, o único sinal evidente muitas vezes é a recusa à alimentação.

              

        As amigdalites são causadas principalmente por vírus e bactérias, mas podem ocorrer processos mistos e, às vezes, associações com fungos. Os vírus estão implicados com cerca de 50% a 70% das inflamações, especialmente os que causam também gripes e resfriados, como o adenovírus.

      

   Entre as bactérias, os principais agentes envolvidos são os estafilococos e o estreptococo, que também provoca escarlatina e está associado à evolução da doença para febre reumática. Esses microrganismos costumam ser transmitidos de uma pessoa para outra, através da tosse, espirro e contaminação das mãos e objetos por secreções respiratórias.

        Alguns fatores como mudanças bruscas de temperatura, convivência com fumantes, exposição continuada ao ar condicionado e, sobretudo, situações de queda na imunidade podem predispor o indivíduo à desenvolver uma amigdalite. O refluxo gastroesofágico, igualmente, é uma causa importante de amigdalites de repetição. O retorno do conteúdo ácido do estomago para o esôfago atinge a laringe, altera suas características e as bactérias naturalmente presentes na região se aproveitam da situação para proliferar.
       O diagnóstico é clínico e depende basicamente da história do paciente e do exame da garganta. Em geral, a infecção viral atinge mais a orofaringe e a faringe, com comprometimento maior dos gânglios. Já a bacteriana se caracteriza pelo aumento acentuado das amígdalas, freqüentemente com a presença de placas de pus.
       Na dúvida, alguns exames podem ser necessários, como o teste rápido para a pesquisa do estreptococo na secreção da garganta e mesmo a cultura, na qual o material biológico colhido é posto em meios próprios para o desenvolvimento de bactérias.
      As amigdalites virais são tratadas apenas com analgésicos e antiinflamatórios, mas as bacterianas não prescindem de antibióticos, em geral derivados da penicilina, como a penicilina benzatina e a amoxicilina. Qualquer que seja a opção de antimicrobiano, a administração do medicamento não pode ser interrompida com a melhora dos sintomas, pois existe o risco de a bactéria permanecer no organismo e dar origem a complicações importantes, como a febre reumática.
     Durante episódio de amigdalite, a alimentação deve ser baseada em alimentos mornos, líquidos e macios para facilitar a deglutição. A ausência de resposta ao tratamento de uma amigdalite com características virais indica um possível envolvimento bacteriano. Por isso, muitas vezes os médicos começam a terapêutica com um antiinflamatório e, na persistência da febre de um a dois dias depois, prescrevem um antibiótico. A remoção cirúrgica das amígdalas, utilizada de forma indiscriminada há algumas décadas, está indicada apenas quando a pessoa apresenta amigdalites bacterianas complicadas ou que se repetem várias vezes em um mesmo ano.
     Pode ser realmente difícil evitar a aquisição de microrganismos causadores de infecções das vias respiratórias, especialmente nas crianças em idade escolar, mas alguns cuidados ajudam a reduzir o risco de adquirir amigdalites, como observar bem os hábitos de higiene, lavando sempre muito bem as mãos e o rosto ao chegar em casa e antes das refeições, além de evitar ambientes com ar condicionado, ficar longe do cigarro e ingerir muito líquido para manter as mucosas da boca, do nariz e da garganta sempre bem hidratadas – quanto mais secas e irritadas, mais predispostas à ação dos microrganismos.
       Na presença de amigdalites de repetição, é importante afastar a hipótese de refluxo gastroesofágico com um especialista. Por fim, em qualquer situação, é fundamental evitar a automedicação com antiinflamatórios e antibióticos, que, se incorretamente usados, podem dificultar o tratamento e agravar o quadro. A combinação de dor de garganta com febre sempre pede consulta médica, em qualquer idade.

A FEBRE REUMÁTICA E O CORAÇÃO


     A Febre Reumática é uma complicação da amigdalite (infecção na garganta), causada por uma bactéria, o Streptococcus beta-hemolítico do Grupo A. Esta bactéria está presente em 20% das amigdalites em crianças.
    A incidência da Febre Reumática é estimada em 30.000 novos casos/ano no Brasil e destes, 15.000 irão evoluir para doença cardíaca.
     A amigdalite estreptocócica pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais comum entre as crianças escolares (a partir dos cinco anos) e adolescentes. É contagiosa entre as crianças porque elas permanecem em contato muito próximo umas com as outras nas escolas.

     Para que ocorra a Febre Reumática, é necessário a associação de três fatores: * uma infecção de garganta causada pelo Streptococcus* o não tratamento da infecção com o antibiótico adequado e o tempo correto de uso * uma predisposição genética individual.
     É importante que o médico determine a verdadeira causa da amigdalite. Deve-se fazer a diferenciação de uma amigdalite estreptocócica e das causadas por vírus ou alergias, através de uma avaliação adequada.
    Não é recomendada a tentativa de se fazer o diagnóstico em casa ou na farmácia, sem o auxílio do pediatra.
    A Febre Reumática é uma doença que pode afetar várias partes do corpo como: pele, articulações, sistema nervoso e coração.
    Ao contrário do comprometimento dos vários órgãos pela Febre reumática, os danos causados ao coração podem ser graves e permanentes.
   Uma vez instalada a doença, os médicos podem amenizar certos sintomas da Febre Reumática, mas algumas vezes não é possível evitar as cirurgias para correção das lesões nas válvulas do coração produzidas pela doença.

                       

   Como não podemos saber quem tem predisposição para desenvolver a Febre Reumática, a recomendação é que em qualquer infecção de garganta em crianças e adolescentes, o médico seja consultado para avaliar a necessidade ou não de tratamento com antibióticos.
   A possibilidade de prevenir esta doença e suas conseqüências desastrosas à vida das crianças e adolescentes torna nossa participação importante na detecção da enfermidade.


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Fotos:Arq.Felixfilmes.



terça-feira, 1 de outubro de 2013

A OSTEOPOROSE VEM DESDE A INFÂNCIA

Into lança programa de educação
em saúde para crianças.


       O Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad ( Into ) lançou nesta terça-feira (01/10), o programa Fortalecer, iniciativa de educação em saúde que tem por objetivo prevenir a ocorrência de doenças crônicas e ortopédicas a partir da infância. A proposta é estimular crianças a levarem uma vida mais saudável a fim de diminuir a incidência de doenças, principalmente a osteoporose, que leva a fraturas ósseas e à sobrecarga dos serviços ortopédicos e do Sistema Público de Saúde ( SUS ).


      De acordo com a idealizadora do programa, a pediatra Germana Bahr, a osteoporose deve ser prevenida desde a infância. “As crianças de hoje são sedentárias, dependentes dos jogos eletrônicos, não brincam mais na rua, não dormem o suficiente e cada vez se alimentam pior. Está na hora de falarmos seriamente em prevenção de doenças, principalmente considerando que estas crianças tem expectativa de vida de 100 anos”.

       

    O projeto se baseia no próprio conceito da palavra Ortopedia, que deriva de ORTO = reto e PEDIA= criança, representando uma ciência que visa promover o crescimento saudável das crianças. Está estruturado em dez áreas de atuação, denominadas mandamentos, que abordam a importância da prática de exercícios físicos, de se alimentar bem, de se expor ao sol, de dormir bem e da prevenção dos riscos. Também trabalha a importância do otimismo para a melhoria da qualidade de vida, o respeito ao meio ambiente e à diversidade, promovendo a inclusão de deficientes físicos, uma parte representativa da população atendida no instituto.

  

    

 Toda a comunicação com as crianças é feita através de seis personagens que formam a chamada Turma do Valente, ilustrada em estórias educativas, filmes, cartilhas, peças de teatro e também disponível no site: http://fortalecer.into.saude.gov.br/.


     Com a proximidade da Copa do Mundo em 2014 e dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos em 2016, uma atenção especial será dispensada ao esporte, à preparação física, à qualidade de vida e à capacidade de superação. O Fortalecer também está alinhado com o movimento “Rio 2016”, que visa deixar um legado cultural para a cidade do Rio de Janeiro.

      Personagens da Turma do Valente -  A Turma do Valente conta com cinco amigos. Juba é um menino obeso e comilão, que detesta fazer exercícios e adora jogos eletrônicos. Leo adora jogar futebol e soltar pipas. Luli é uma menina vaidosa que quer ser bióloga quando crescer para cuidar das plantas e dos animais.  Os irmãos Roda-Roda são gêmeos estudiosos e criativos, que tem rodas no lugar das pernas e, por isso, são mais rápidos do que as outras crianças.

    Para completar a turma, que se conheceu no Into, o personagem principal: o cão Valente, um vira-lata que acredita ser leão, simbolizando a autoestima. Ele é corajoso, decidido, persistente e está sempre pronto para defender seus amigos.

       O paciente ortopédico requer uma atenção especial quando trata-se de lesões de pele, por apresentar, de forma agregada ou isolada, ferimentos de etiologia cirúrgica (incisão ou excisão); traumática (agressão mecânica, térmica ou química) e crônica (fisiopatologias subjacentes, como a úlcera de pressão). Existem alguns fatores que podem aumentar o risco para o comprometimento da integridade da pele deste cliente, como estado nutricional e perfusão tecidual alterados, fragilidade capilar, idade, posicionamento prolongado no leito e alteração da mobilidade. No desenvolvimento das atividades de enfermagem em uma instituição de referência em traumatologia e ortopedia, localizada na cidade do Rio de Janeiro, foi percebida a necessidade de um instrumento de orientação e de fácil utilização para o auxílio na realização dos curativos diários.

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Fonte: Into

Fotos: Arq.Felixfilmes.