segunda-feira, 22 de abril de 2013

SAÚDE DO HOMEM

Coordenador da saúde do homem analisa
mitos e verdades sobre a cirurgia de próstata


            Muitos homens, após 50 anos, temem a realização do exame de próstata, em função de vários mitos criados a cerca do tema. Um deles é a tão temida cirurgia de próstata, que muitos erroneamente associam à impotência sexual. Felizmente, isso não é inteiramente verdade.

       As cirurgias variam de acordo com o problema e nem sempre estão associadas ao câncer. A hiperplasia benigna, por exemplo, é caracterizada pelo aumento do tamanho da próstata, não tendo nenhuma relação com essa tão temida doença. Os sintomas mais comuns são a urgência na necessidade de urinar, dor e a sensação de não esvaziamento da bexiga. Casos mais avançados podem levar a retenção, incontinência urinária e problemas renais.

        A grande responsável pelos mitos que envolvem a cirurgia da próstata é a prostatectomia radical. Muitos homens associam a cirurgia à impotência, porque ela remove completamente a próstata, as vesículas seminais e as extremidades do canal. A prostatectomia radical é minimamente invasiva, aumenta a sobrevida e é considerada a principal forma de cura para tumores de próstata nas fases iniciais. Apesar dos mitos criados, as técnicas disponíveis atualmente reduziram muito as taxas de impotência.

        Para esclarecer as dúvidas mais frequentes sobre a cirurgia de próstata, o médico e coordenador da Saúde do Homem do Ministério da Saúde, Eduardo S. Chakora, responde aos Mitos e Verdades.

       Todo homem precisa fazer o toque retal? Verdade. O toque retal é necessário porque é o melhor exame. “Estes exames podem diagnosticar doenças benignas ou malignas da próstata. As razões que levam os homens a terem receio de se submeter ao exame vão desde as questões culturais até o medo de realmente descobrir uma doença. Mas, quando recebem explicações mais detalhadas sobre o toque retal, os homens que consultam o urologista vencem facilmente qualquer constrangimento e não se incomodam mais em serem examinados”, explica.

          O toque retal dói? Mito. O desconforto é maior quando o paciente não está relaxado. “A sensação de dor é afetada por problemas psicológicos. Normalmente, o paciente que sente medo do exame refere mais dor. Porém, a maioria dos homens, depois de devidamente esclarecidos sobre o exame pelo seu médico, fica tranquilo. O toque retal é muito mais simples do que parece e, mesmo na presença do câncer, não dói”, ressalta.

        Se o exame de PSA der normal, isso significa que não tenho câncer? Mito. O PSA (Antígeno Prostático Específico) é uma substância produzida na próstata para ser eliminada junto com o sêmen. Tem a finalidade de ajudar o espermatozoide no processo de fecundação. “O médico que utilizar somente o PSA para o diagnóstico identificará entre 70 a 90% dos problemas. Aquele que se valer do toque retal, 80 a 95%. Para garantir a segurança no exame preventivo, a melhor opção é a realização do PSA e do toque retal em conjunto”, enumera.

        Se o PSA for aperfeiçoado, ele poderá substituir o toque retal? Mito. “Inicialmente, acreditava-se que o PSA fosse uma enzima exclusiva da próstata, mas hoje é sabido que ela é produzida por outras glândulas como as periuretrais e as pancreáticas. É pouco provável que ele venha a substituir o toque retal, embora ainda seja um indicador interessante e simples de obter por exame de sangue”, diz.

        Mesmo sem indício de câncer, é preciso continuar fazendo os exames de toque anualmente? Verdade. “Este exame deve fazer parte da rotina anual de todos os homens acima de 50 anos de idade. Para aqueles que têm um ou mais parentes de primeiro grau com histórico de câncer de próstata devem começar aos 40 anos. Em paralelo, é preciso fazer o Antígeno Prostático Específico (PSA), que costuma elevar-se em homens com câncer de próstata e outras doenças prostáticas. Os dois exames precisam ser feitos conjuntamente”, orienta.

      O câncer de próstata faz parte do envelhecimento do homem? Verdade. “Mais do que qualquer outro tipo, ele é considerado um câncer da terceira idade, já que cerca de 3/4 dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. O aumento observado nas taxas de incidência no Brasil pode ser parcialmente justificado pela evolução dos métodos diagnósticos, pela melhoria na qualidade dos sistemas de informação do país e pelo aumento na expectativa de vida”, explica o médico.

     É preciso fazer uma biópsia para confirmar o câncer de próstata? Verdade. “O único método seguro para confirmar o diagnóstico de câncer é a biópsia. Para isto, uma amostra do tecido prostático é retirada, comumente por punção da próstata, através de uma agulha inserida diretamente na glândula”, finaliza.


Fonte: Érica Santos / Comunicação Interna do Ministério da Saúde





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