segunda-feira, 20 de outubro de 2014

CHIKUNGUNYA - AQUELE QUE SE CURVA ( KATOLOTOLO )

Febre Chicungunha é o nome de uma doença 
que está se alastrando pelo mundo,
causada por um vírus parente do da dengue.


          O nome Chicungunha significa “aquele que se curva” no idioma swahili, da Tanzânia, devido à forma com que os primeiros pacientes se curvavam por causa das dores.


           O vírus Chikungunya (na grafia original), ou CHIKV, também transmitido pelos mosquitos Aedes aegypti, além do Aedes albopictus. Como não ocorre transmissão de pessoa para pessoa, não há necessidade de isolamento dos pacientes.


             Chicungunha ou catolotolo é um arbovírus, do gênero Alphavirus (Togaviridae), que é transmitido aos seres humanos por mosquitos do gênero Aedes. Até recentemente havia sido detectado somente na África, onde estava restrito a um ciclo silvestre (Jupp & Kemp 1996, Diallo et al. 1999), e na Ásia e na Índia onde sua transmissão era principalmente urbana, envolvendo os vetores Aedes aegypti e Aedes albopictus. Casos da doença causada pelo vírus, a febre chicungunha, foram detectados no Brasil pela primeira vez em Agosto de 2010.

            O período de incubação do vírus é de 4 a 7 dias, e a doença, na maioria dos casos, é auto-limitante. A mortalidade em menores de um ano é de 0,4%, podendo ser mais elevada em indivíduos com patologias associadas.


Etimologia

             Chicungunha é um aportuguesamento de chikungunya, o nome da doença na língua maconde, um dos idiomas oficiais da Tanzânia, onde foi documentada a primeira epidemia da doença em 1953. O termo provém da raíz verbal kungunyala, e significa "tornar-se dobrado ou contorcido", em referência à aparência curvada dos pacientes, motivada pelas intensas dores articulares e musculares, características da doença. Em Angola (África) a doença é popularmente conhecida por catolotolo, palavra proveniente do quimbundo katolotolu, derivação do verbo kutolojoka ("ficar alquebrado").

               



Onde foi detectado o vírus

                Casos da febre chicungunha foram relatados na Tailândia (em 1953), Indonésia, Taiwan, Singapura, Malásia, Sri Lanka, Ilhas Maldivas, Quénia (em 2004), Comores (em 2005), Mayotte, Seychelles, Maurícia, Reunião (2005-2006) e Índia (2006), e, em menor intensidade, na Itália, Martinica, Guadalupe, Guiana Francesa, Estados Unidos5 e Brasil (em 2010) . Os casos confirmados no Brasil referem-se a dois pacientes do sexo masculino (de 41 e 55 anos, em São Paulo) que apresentaram os sintomas depois de uma viagem à Indonésia. A terceira paciente, uma paulista de 25 anos, esteve na Índia.1

                 

         

         Em Junho de 2014 foram confirmados seis casos no Brasil de soldados que retornaram de uma missão no Haiti. 11 Segundo dados publicados pelo Ministério da Saúde, porém, no dia 15 de outubro de 2014, foram confirmados 337 casos no país, sendo 274 apenas na cidade de Feira de Santana, na Bahia.



            Um surto de chicungunha foi relatado em 2006 em Andhra Pradesh (Índia), mesma época em que casos alóctones foram relatados em diversos países europeus.12 A existência de grandes cidades densamente povoadas onde existam os insetos vetores da doença, bem como o aumento do número de viagens entre países e intercontinentais facilitam sobremaneira a disseminação do vírus.


Vetores e transmissão

      A transmissão do vírus da chicungunha (CHIKV) é feita através da picada de insetos-vetores do gênero Aedes, principalmente pelo Aedes aegypti. O Aedes albopictus, à parte a sua predileção pelo ambiente silvestre, também é considerado vetor da doença. Embora a transmissão direta entre humanos não esteja demonstrada, há de se considerar a possibilidade da transmissão in utero da mãe para o feto.


Principais sintomas

     Os sintomas da febre chicungunha são característicos de uma virose, e portanto, inespecíficos. Os sintomas iniciais são febre acima de 39º, de início repentino, dores intensas nas articulações de pés e mãos, dedos, tornozelos e pulsos, dores de cabeça, dores musculares e manchas vermelhas na pele. O diagnóstico diferencial com a febre hemorrágica da dengue é extremamente importante, razão pela qual, ao aparecimento dos sintomas é fundamental buscar socorro médico.


       É interessante ressaltar que, diferentemente da dengue, por exemplo, doença viral transmitida pelos mesmo vetores, uma parte dos indivíduos infectados pode desenvolver a forma crônica da doença, com a permanência dos sintomas, que podem durar entre 6 meses e 1 ano. “Há casos de pacientes que não conseguem escrever”, diz o coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue do Ministério da Saúde, Giovanini Coelho.


          De acordo com Jaime Rocha, infectologista especializado em Medicina do Viajante, o chicungunha é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, causada pelo vírus CHIKV, da família Togaviridae. “É uma doença parecida com a dengue, inclusive nos sintomas: febre, mal-estar, dores pelo corpo, dor de cabeça, apatia e cansaço. A grande diferença está no seu acometimento das articulações, já que o vírus chikungunya avança nas juntas dos pacientes e causa inflamações com fortes dores acompanhadas de inchaço, vermelhidão e calor local”, revela o médico.
        Rocha afirma que a melhor forma de se prevenir contra a febre chikungunya é evitando a proliferação do mosquito Aedes aegypti, bem como se protegendo das picadas com o uso de repelentes e telas nas janelas.


        O Ministério da Saúde informa que foram registrados dois casos da febre Chikungunya em pessoas sem registro de viagem internacional para países onde ocorre transmissão da doença. 

PROXIMAS AÇOES

        Será feita ainda um Levantamento Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa), em outubro, para identificação das áreas infestadas pelo Aedes aegypti e albopictus.  O Ministério também promoverá reuniões macrorregionais de mobilização das secretarias estaduais e municipais de saúde para o combate à dengue e Chikungunya, no período de 24 a 28 de novembro.

             EUA concluem primeira fase de estudo de vacina contra chikungunya.

        Pesquisa, ainda inicial, sugere que método é seguro e pode proteger contra a doença, provocada por vírus "primo da dengue"

           Testes clínicos iniciais feitos com uma vacina contra a chikungunya apontam que o método parece ser seguro e eficaz em proteger contra a doença, que é transmitida por um vírus e provoca sintomas semelhantes aos da dengue. A imunização vem sendo desenvolvida pelo Instituto Nacional de Saúde (NIH, na sigla em inglês) dos Estados Unidos.
Não existe uma vacina contra a chikungunya atualmente, mas há algumas em fases de testes. A desenvolvida pelo NIH é composta por partículas do vírus da doença que não são capazes de provocar uma infecção, porque não contêm material genético do microrganismo. Ao entrar em contato com tais partículas, o sistema imunológico do paciente desencadeia uma reação parecida com a que aconteceria se ele fosse infectado de fato. Com isso, o seu corpo fica mais fortalecido para combater um possível contágio.


           Essa é a primeira etapa clínica dos testes da vacina, que, até então, havia sido testada somente em macacos. A fase inicial de um estudo clínico é feita para analisar a segurança e a tolerabilidade de uma substância, mas já dá pistas sobre a sua eficácia.

        Apesar disso, vacinas são as estratégias com maior custo-efetividade para a prevenção de doenças. Por isso, dada a carga dos surtos de chikungunya em determinadas regiões, o desenvolvimento dessa vacina deve ser encorajado.

  



  


  


         




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Fonte: SBI





Fotos: Arq.Felixfilmes


terça-feira, 14 de outubro de 2014

CURSO DE FORMAÇÃO DE NÍVEL MÉDIO EM VIGILÃNCIA EM SAÚDE EM 2015

Diretores do Sindacs-PE acompanham o processo de formação 
dos trabalhadores de nível médio
na área da vigilância em saúde - ACE


        Na última sexta-feira (10), estiveram no Ministério da Saúde  em Brasília,  os diretores  do SINDACS PE, Adriano Martins Vice presidente e ACE, Alexsandro Lopes Sec. de Articulação com os Municípios e ACE, Jorge Alberto Sec. Geral da FENASCE e ACE, em reunião com o Coordenador Geral de Ações Técnicas em Educação na Saúde o Srº Aldiney José Doreto e sua equipe, a SVS/MS (Secretária de Vigilância em Saúde/Ministério da Saúde) através da Sec. Adjunta Mariana Rezende e a Coordenadora Geral de Gestão Elizete Duarte.


        Foi discutido o processo de formação dos trabalhadores de nível médio na área de Vigilância em Saúde. De acordo com a Coordenadora Geral de Gestão, existem pouco mais de 70.000 (setenta mil) AGENTES DE COMBATE AS ENDEMIAS cadastrados no CNES (Cadastro Nacional de estabelecimentos em Saúde). Esse número de 70.000, difere com os que foram levantados pela FENASCE/CUT ( Federação Nacional dos Agentes de Saúde e Combate as Endemias) que chegam em torno de 96.000 (noventa e seis mil) trabalhadores. Podemos atribuir esse desencontro de informações o fato de não existir um CBO (classificação brasileira de ocupações) específico para os ACE, estando-os cadastrados parte no CNES como ACS ou com outros códigos similares.


       Segundo o Coordenador Geral de Ações Técnicas em Educação na Saúde Aldiney Doreto, está previsto para 2015 cursos de formação de nível médio na área da vigilância em saúde, dentre eles o curso para os Agentes de Combate as Endemias.


            O governo federal estuda ampliar a oferta de cursos técnicos em vigilância para os ACE, curso que o Ministério da Saúde entende e defende como ideal para ser aplicado. Deverá conter 4 Módulos compostos na seguinte estrutura: 1º Módulo - TRABALHO, 2º Módulo - TERRITÓRIO, 3º Módulo - POLÍTICAS, PLANEJAMENTO e ORGANIZAÇÃO, 4º Módulo - AÇÕES, PROCEDIMENTOS E INTERVENÇÕES DA ÁREA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE.


         O curso de formação para os ACE, terá a carga horária mínima de 1.200 horas e poderá ser ofertado pelos Institutos Federais, Sistemas e Instituições Privadas (desde que sigam as diretrizes do Ministério da Saúde). Além de existir a possibilidade de ser oferecido pelo PRONATEC (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e emprego), através do convênio do Ministério da Saúde (MS) com o Ministério da Educação (MEC). Os orgãos citados já vem mantendo conversas nesse sentido para de fato executar esse projeto.


              O SINDACS-PE e a FENASCE-CUT, vem na luta buscando a formação técnica para os trabalhadores ACE, não só em Pernambuco mais também em todo território nacional brasileiro.






Fonte: Blog SINDACS-PE





Fotos: Arq.Felixfilmes



domingo, 5 de outubro de 2014

ELEIÇÕES - 2014 APURAÇÃO DOS VOTOS EM TEMPO REAL

Exclusivo, o nosso blog utiliza o sistema de apuração dos votos em tempo real.
Acompanhe voto a voto os resultados após às 17:00H. ( horário de Brasília ).
Por estado.


      O sistema DivWeb é produzido pela Justiça Eleitoral para possibilitar o acompanhamento dos resultados de votação dos candidatos pela Internet, sem necessidade de instalação de qualquer software. Ele permite a visualização dos dados por meio da consulta de votação nominal, a qual apresenta o quantitativo de votos totalizados para cada candidato e a indicação dos eleitos ou dos que foram para segundo turno. Também é possível realizar consultas apenas na abrangência da totalização do cargo. Não são apresentados resultados de votação em trânsito, nem de votação no exterior para o cargo de presidente. Além disso, não é apresentada votação de candidatos indeferidos com recurso ou cassados com recurso.

VEJA AQUI A APURAÇAO
E O RESULTADO FINAL
 Apuraçao e res-2014ultado das eleições




Fonte:  TSE


Fotos: Arq.Felixfilmes




sexta-feira, 3 de outubro de 2014

4 DE OUTUBRO - AGENTE DE SAÚDE - NOSSA HOMENAGEM

Peço licença aos colegas e leitores do nosso Blog,
para dizer algumas palavras.

Marcos Felix-ACS-Recife-PE
Adm.deste Blog.

         Algumas palavras, diz tudo, muitas palavras ainda não dão conta da importância desta profissão do futuro, ACS.
         A profissão de Agente Comunitário de Saúde (ACS) foi criada pela Lei n°10.507, de 10 de julho de 2002, que define seu exercício como exclusivamente no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Ele realiza atividades de prevenção de doenças e promoção de saúde, mediante ações domiciliares ou comunitárias, individuais ou coletivas.
       Ser Agente Comunitário de Saúde (ACS) é antes de tudo, ser alguém que se identifica, em todos os sentidos, com sua própria comunidade, principalmente na cultura, linguagem e costumes.


      Ser agente de saúde é ser povo, é viver dia a dia a vida da comunidade. È ser elo entre as necessidades de saúde da população e o que pode ser feito para melhorar suas condições de vida, é ser a ponte entre a população e os profissionais e serviços de saúde.
São instrumentos de trabalho do ACS: a entrevista, a visita domiciliar, o cadastramento das famílias, o mapeamento da comunidade e as reuniões comunitárias.
     O ACS precisa desenvolver habilidades para lidar com o seu tempo, com o excesso de tarefas, com as críticas, com a dificuldade de preservar o seu espaço familiar e o tempo de descanso com a ação de seu trabalho, ou  seja, precisa aprender a separar a sua vida particular com a sua função de agente comunitário.


     Devido ao vínculo  com a comunidade os ACS são essenciais nas atividades relacionadas à informação e comunicação em saúde porque  estão inseridos nas comunidades e são indivíduos com os quais o cidadão pode se identificar mais rapidamente, numa relação confiável, característica essencial quando a temática é saúde. Propiciando juntamente com os demais profissionais da Equipe de Estratégia da Saúde da Família (ESF) uma intervenção mais efetiva nos fatores agravantes a saúde do indivíduo.


     Sabemos que temos muitos colegas com seus direitos ameaçados, perseguidos até mesmo sendo humilhados, e que por eles e por nós é que comemoramos tantas conquistas, com a certeza de que escreveremos outras vitórias juntos na nossa história.

      O Agente Comunitário de Saúde é a base da Estratégia de Saúde da Família. Sem o ACS não tem ESF. Ele está na linha de frente deste campo de batalha que é o cuidado com a saúde da população. No acolhimento, no cadastramento, na entrega  do exame, no acompanhamento...
      É a base, sustenta todo o peso dos maus hábitos que fazem adoecer, sustenta o peso da miséria, das tragédias pessoais, do descaso ou do descuido. Não tem mais vida própria: sai na rua e vem um querendo o resultado do exame que não chegou; outro querendo remarcar uma consulta a qual ele esqueceu de comparecer... e é DOMINGO, dia do descanso! Isto quando não vão à sua casa, tarde da noite, querendo alívio para suas dores...
       É a base, mas não é chão: não foi feito para ser pisado; nem xingado, maltratado. Tem que ser respeitado. A vida não é fácil: se revolta com o sistema demorado e imperfeito, se entristece quando um paciente larga o tratamento de tuberculose no meio, chora quando morre um outro... papelada atrasada, computador travou, sistema fora do ar...


       Mas nem tudo é tristeza: se alegra com o nascimento, com a cura de algum enfermo, com um copo de água oferecido numa visita domiciliar... alguém que diz simplesmente:
- Bom dia! - Por favor! - Obrigado!
      Mas são estas pequenas e fugazes alegrias que renovam suas forças e lhe fazem seguir em frente, acalentando o acamado, dando esperança ao desesperançado,acolhendo o adoentado, sustentando o maltratado. É isto que faz a diferença e coloca você num lugarzinho especial dentro dos nossos corações.


     Homenagear os agentes comunitários de saúde (ACS) é reconhecer e divulgar o eficiente trabalho que estes servidores públicos municipais vêm desenvolvendo em nosso município na construção do Sistema Único de Saúde. É indispensável o serviço desses profissionais para o sucesso da Estratégia em Saúde da Família e na prevenção e acompanhamento de doenças crônicas e degenerativas.
- Ser agente de saúde é ser povo, é ser comunidade, é viver dia-a-dia a vida daquela comunidade.
- É ser a ponte entre a população e os profissionais e serviços de saúde para melhorar suas condições de vida.
- O agente comunitário é o mensageiro de saúde de sua comunidade.
 Os agentes fazem visitas domiciliares mensalmente nos municípios, e acompanham o dia-a-dia das famílias. São profissionais que percorrem as ruas dos bairros e do centro, visitando famílias, levando cidadania.
   Muitas vezes esses profissionais enfrentam sol quente e adversidades, mas exercem o seu papel de orientador. Os agentes comunitários de saúde são o "termômetro" da saúde brasileira, disso, todos são testemunhas.



O INICIO DA FUNÇÃO ACS

       4 de outubro é o Dia do Agente Comunitário de Saúde. A data tem  importância para a atenção básica à saúde de todos os Estados e municípios. Para o Ceará, em especial. O feito do pioneirismo dos ACSs foi aqui, no nosso Estado. O profissional de nível médio, cuidando da saúde das famílias, na visita casa a casa, nasceu no Ceará em 1987, sete anos antes do Programa Saúde da Família. Depois a experiência dos Agentes Comunitários de Saúde foi replicada em todo o Brasil.

    O Ceará saiu na frente também na estadualização dos ACSs, acabando com a precarização do trabalho quando no dia 1º de maio de 2008 o governo do Estado  incorporou 8.023 profissionais na folha de pagamento da Secretaria da Saúde do Estado. Desde essa data recebem os salários no mesmo dia dos servidores da Sesa. Sempre no dia 1º de cada mês.
        Antes da estadualização, a relação de trabalho dos ACSs era através de contratos com associações e sofriam com as mudanças periódicas, a cada eleição dos gestores municipais. Por mês, o valor do pagamento mensal aos ACSs é de R$6 milhões.


Parabéns a todos e todas
ACS DO BRASIL




Baixe o manual do ACS





PESQUISE MAIS SOBRE...PUBLICAÇÕES DA SVS





Fonte: SESA-CE





Fotos: Arq.Felixfilmes



quinta-feira, 2 de outubro de 2014

COMPREENDER E SUPERAR A DEPRESSÃO

A depressão grave revela-se um problema de saúde pública
em todos os países do mundo e estabelece ligações fortes
com as condições sociais na grande maioria dos países.


       Essa é conclusão do relatório de 2011 sobre a depressão, feito pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 18 países com rendimentos elevados e baixos, incluindo o Brasil. O estudo foi coordenado pelo sociólogo Ronald Kessler, da Universidade Harvard, nos Estados Unidos. Segundo o relatório, aproximadamente 14,6% da população dos países com rendimentos elevados já teve depressão. Entre o grupo de rendimentos baixos e médios, 11,1% das pessoas apresentaram o transtorno em algum momento da vida.


         Mais de 350 milhões de pessoas sofrem de depressão no mundo, diz OMS. Os números são impressionantes. Os fatores que contribuem para as pessoas sofrerem deste problema serão certamente inúmeros, pelo que importa muito mais entender o que pode ser feito para superar a depressão, do que propriamente “preocuparmo-nos” sobre as suas causas.

EQUÍVOCOS ACERCA DA DEPRESSÃO

       Um equívoco muito comum sobre a depressão é que é algo que as pessoas podem simplesmente “sair dessa”. Infelizmente, para aquelas pessoas que sofrem de depressão maior, não é tão simples assim. Embora a depressão seja um problema grave, está longe de ser impossível de superar. Existem tratamentos e ações efetivas que as pessoas podem realizar para superar este transtorno de humor. Há certas verdades sobre a depressão que importa esclarecer, para que possamos mais eficazmente enfrentar este transtorno debilitante, que muitas vezes se estende por gerações.


       Devido ao estigma que implica este transtorno, muitos das pessoas afetadas não admitem que estão deprimidas. Além disso, muitas das vezes a depressão está mal diagnosticada. Ou seja, a pessoa tem outros problemas ou transtornos que não a depressão. A primeira etapa do tratamento consiste em identificar os sintomas da depressão e procurar ajuda especializada. Esta, por vezes nem sempre surte o efeito desejado. Por este motivo a pessoa não deve desistir de procurar um modelo de tratamento que seja eficaz.
     A grande maioria dos tratamentos são do tipo psicossocial e farmacológico. Para esclarecimento acerca do tratamentos com medicamentos, leia: Depressão, pílulas da felicidade ou aprendizagens úteis? Por outro lado,  a participação ativa das pessoas deprimidas e dos seus parentes no tratamento  é essencial.
        Existem tratamentos muito eficazes  para a depressão, como o que apresento no meu livro: Diga Não À Depressão – Programa inovador para superar a depressão. Infelizmente, menos de metade das pessoas deprimidas recebem os cuidados de que necessitam. Esta cifra é, inclusive, inferior a 10% em muitos países.


A DEPRESSÃO NÃO É APENAS HUMOR DIMINUÍDO

       É importante para os amigos e ente queridos da pessoa que enfrenta o problema da depressão, entenderem que as pessoas que sofrem de depressão não podem simplesmente sentir-se melhor por ação da sua vontade. As pessoas que estão afetadas com a depressão precisam realmente de tratamento profissional, ou de aderirem a um programa de tratamento devidamente estruturado para o efeito. A depressão é um transtorno que afeta gravemente todas as áreas de vida da pessoa, e deve ser tratado com a mesma autocompaixão e urgência de procura de ajuda como faria para qualquer doença grave. Diferentes formas de terapia e/ou medicamentos funcionam para pessoas diferentes.

      De acordo com a Associação Americana de Psicologia (APA), a psicoterapia pode beneficiar as pessoas deprimidas, ajudando-as a descobrir os problemas da vida que contribuem para a sua depressão, identificar o pensamento destrutivo que as faz sentir sem esperança, explorar os comportamentos que agravam a depressão e recuperar um sentido de prazer nas suas vidas.


A ATENÇÃO PLENA (MINDFULNESS) AJUDA A SUPERAR A DEPRESSÃO

          Há um elevado número de estudos científicos que têm mostrado a eficácia da prática da Atenção Plena (mindfulness) para lidar com a depressão. Uma pesquisa feita pelo psicólogo Mark Williams, co-autor do livro: The Mindful Way Through Depression, mostrou que a Terapia Cognitiva com Base na Mindfulness (MBCT) pode ter um efeito positivo na prevenção da recaída em pacientes deprimidos recuperados. A sua pesquisa indica que ensinarmos habilidades baseadas na atenção plena (mindfulness), tais como exercícios respiratórios e exercícios de redirecionamento da atenção para os sentimentos e sensações corporais, isso reduz as chances de voltar a ter um episódio depressivo.


      A prática da Atenção Plena (mindfulness) não muda os nossos sentimentos e pensamentos, mas permite mudar a relação com os nossos sentimentos e pensamentos. Isso permite que uma pessoa que tem uma tendência para a depressão não seja arrastada e consumida pelos pensamentos e sentimentos que contribuem para a sua depressão. A prática da mindfulness pode ainda beneficiar as pessoas que pretendem superar a depressão, ajudando-as a ser mais capazes de regular e tolerar as suas emoções angustiantes.


MUITAS VEZES, A RAIVA É UMA EMOÇÃO QUE ESTÁ POR TRÁS DA DEPRESSÃO

           A raiva pode ser uma emoção difícil de lidar, mas na verdade é uma reação humana natural à frustração. As pessoas com depressão podem desenvolver ressentimento sobre o mundo em geral, com se culpabilizassem a tudo e a todos pelo estado em que se encontram. Importa aceitar essa emoção, entender que é um reflexo à angustia e falta de controle sobre o transtorno que se enfrenta. É importante dar a liberdade a si mesmo para sentir os seus sentimentos na totalidade, mas, ao mesmo tempo, esforçar-se para regular as emoções negativas de forma a não agir sobre o seu efeito ao ponto de fazer algo que lhe seja prejudicial. Você pode reconhecer e aceitar a sua raiva de uma maneira saudável, de forma a libertar a emoção, não permitindo que isso se torne num motivo para agir contra si mesmo ou contra os outros.


DEPRESSÃO É ALIMENTADA PELA VOZ INTERNA AUTOCRÍTICA

         Todos nós temos uma voz interior crítica. Para as pessoas que estão deprimidas, essa voz interior autocrítica pode ter uma influência poderosa e destrutiva sobre o seu estado de espírito. Alguns comentários que a pessoa faz acerca dela mesma, podem alimentar ideias distorcidas. Alguns exemplos: “Estou gordo demais para sair de casa. Sou tão estúpido. Nunca  ninguém vai amar-me. Nunca irei ser capaz de ser feliz. Nunca irei ter sucesso na vida.”



        voz interior crítica pode, em seguida, persuadi-lo a agir de formas destrutivas. Algumas frases ecoam na cabeça, por exemplo: “Fica sozinho, ninguém quer ver-te. Come mais um outro pedaço de bolo. Nem vou fazer esforço para trabalhar, nunca irei conseguir sair disto.” Em seguida, uma vez que você já ouviu a suas diretrizes, a voz interior autocrítica irá atacá-lo por suas ações: “Sou um perdedor, como posso ficar em casa sozinho ao sábado. Sou uma vergonha. O que se passa comigo? Nunca irei conseguir um emprego decente. Sou tão preguiçoso.”


       Para se superar a depressão importa saber acalmar este inimigo interno. Isso pode envolver olhar para alguns acontecimentos do passado para ajudar a determinar onde esses pensamentos críticos se iniciaram. Como é que estes pensamentos afetam as ações que você toma na sua vida? Como você pode desafiar essas “vozes” de forma a substituí-las por outras que possam favorecê-lo?


AÇÕES EFETIVAS QUE VOCÊ PODE REALIZAR PARA ALIVIAR A DEPRESSÃO

      Um dos piores sintomas da depressão é o sentimento de desesperança. Quando a pessoa se sente desesperançada tende a paralisar a sua vida, inibindo-se de tomar medidas que a ajudaria a melhorar o seu estado deprimido. Apresento algumas formas efetivas para aliviar os sintomas da depressão:

Reconhecer e desafiar a sua voz interior crítica
Identificar e acalmar a sua raiva
Envolver-se em exercícios físicos e atividades aeróbicas
Participar em situações sociais
Fazer atividades que você apreciava antes de estar deprimido
Assistir a um filme de comédia
Não punir a si mesmo por sentir-se mal
Procurar ajuda profissional
Para as pessoas que estão sofrendo com a depressão, é importante ter compaixão por si mesmo e tomar medidas para superar este estado, incluindo a busca de ajuda. Lembre-se que não importa o que sua voz interior crítica pode estar dizendo, a situação pode ser resolvida e você voltar a sentir-se bem. Existe ajuda disponível e muitas maneiras ativas para tratar a sua condição.


        A autoestima surge da autoimagem positiva que temos de nós, é algo que de forma pro-ativa construímos. A autoestima e autoconfiança não se constrói na passividade, nem quando pensamos que vem dos acontecimentos exteriores, ambas desenvolvem-se no mundo real. O que se pretende é uma construção sólida, e isto só é possível a partir do seu interior e da sua vontade para melhorar a si mesmo.


       Para construir  a sua autoestima e uma forte autoconfinaça, você deve estabelecer-se como o mestre da sua própria vida. Cada minuto da sua vida é um momento que pode utilizar para fazer coisas para se melhorar. Você será tanto mais eficaz a concretizar o seu desejo, quando mais certeza tiver nos passos a dar e acerca das “coisas” que funcionam. Esta é uma ótima oportunidade de ter acesso a informação simples e prática que lhe fornecerá aquilo que provavelmente lhe tem faltado. Você irá ter acesso a conteúdos que irão torná-lo na pessoa confiante e valorizada que tanto deseja ser.










Fotos: Arq.Felixfilmes