sexta-feira, 7 de junho de 2013

O DIA D - CONTRA A POLIO

É neste sábado (08) de junho


           Para marcar o início da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomelite, acontece neste sábado, 08, o Dia “D” de vacinação. Neste ano, o público alvo é de crianças a partir dos seis meses, com a vacina oral, as chamadas gotinhas. Crianças menores de seis meses já estão sendo vacinadas com a injetável.

        A Campanha segue até o dia 21 de junho, numa promoção do Ministério da Saúde, juntamente com as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde. “Além da proteção contra a pólio, a campanha contribui para atualização do calendário de vacinação. Caso esteja faltando alguma vacina, os pais podem programar junto com o posto de saúde a melhor data para a criança tomar as doses que estão faltando”, ressalta a coordenadora de Vigilância em Saúde, Mara Dill. Ela ainda destaca que os pais não devem esquecer de levar a caderneta de vacinação dos filhos, para que o profissional possa avaliar a situação vacinal da criança.
          Este é o 34º ano de Campanhas Nacionais de Vacinação contra a Poliomielite, 24º ano sem a doença no país. O Brasil está livre do poliovirus desde 1990, e assim deve se manter até a concreta certificação mundial da erradicação deste agente infeccioso.

            De acordo com o cronograma do calendário básico de vacinação, a criança recebe as duas primeiras doses – aos dois e aos quatro meses – do esquema com a vacina inativada poliomielite (a VIP), de forma injetável. Já a terceira dose (aos seis meses) e o reforço (aos 15 meses) continuam com a vacina oral (a VOP).

        Se a criança menor de cinco anos nunca tiver tomado nenhuma contra a poliomielite, não tomará as gotinhas neste momento. Deverá iniciar o esquema vacinal com a injetável. Por esse motivo, o Ministério da Saúde recomenda que os estados e municípios disponibilizem também a injetável nas suas unidades básicas de saúde, embora nesta campanha sejam utilizadas as duas gotinhas. O objetivo é evitar que crianças que estejam com o esquema vacinal contra a poliomielite atrasado percam a oportunidade de vacinação.
POLIOMIELITE:

       VACINA ORAL - Vale lembrar que não existe tratamento para a poliomielite e somente a prevenção, por meio da vacinação. A vacina protege contra os três sorotipos do poliovírus 1, 2 e 3. A eficácia da imunização é em torno de 90% a 95%. Ela é recomendada mesmo para as crianças que estejam com tosse, gripe, coriza, rinite ou diarréia.

     A vacina é extremamente segura e não há contra-indicações, sendo raríssimas as reações associadas à administração da mesma. Em alguns casos, como, por exemplo, em crianças com infecções agudas, com febre acima de 38ºC ou com hipersensibilidade a algum componente da vacina, recomenda-se que os pais consultem um médico para avaliar se a vacina deve ser aplicada.

      VACINA INJETÁVEL – Com a introdução da VIP no calendário básico de vacinação da criança no segundo semestre de 2012, o Brasil já está se preparando para utilizar apenas a vacina inativada (injetável) quando ocorrer a erradicação da doença no mundo, atendendo a recomendação da OMS. É segura e, de acordo com os estudos, não há possibilidade de uma criança vir a ter poliomielite caso apresente o esquema vacinal completo e em dia contra a doença. A vacina injetável é mais segura exatamente no período em que a criança poderia apresentar algum risco de evento adverso por causa da vacina oral.

      A DOENÇA – A poliomielite é uma doença viral, causada por poliovírus e subdivide-se em três sorotipos (1, 2 e 3). É altamente contagiosa, e afeta principalmente crianças menores de 5 anos de idade. O vírus é transmitido através de alimentos e água contaminados e se multiplica no intestino, podendo invadir o sistema nervoso. Muitas pessoas infectadas não apresentam sintomas da doença (febre, fadiga, cefaléia, vômitos, rigidez no pescoço e dores nos membros), mas excretam o vírus em suas fezes, portanto, podem transmitir a infecção para outras pessoas.
      Falta de higiene e de saneamento na moradia, além da concentração de muitas crianças em um mesmo local, favorecem a transmissão. O período de incubação (tempo que demora entre o contágio e o desenvolvimento da doença) é geralmente de 7 a 12 dias, podendo variar de 2 a 30 dias. A transmissão também pode ocorrer durante o período de incubação.





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